Bem humorado, amigo, compreensivo ao extremo, Equilibrista é uma pessoa linda e ainda por cima trepa bem. Por baixo, nem tanto.
wA Bêbada pelo Equilibrista
A Bêbada é uma mulher romântica, instável, instável, instável, instável e de temperamento apaixonante.
wNos churrascos de domingo...
Tem gente que veio logo e tem gente que primeiro a gente foi lá e só depois que veio ver a gente. Tem gente que estava linkado no blog dessa gente, tem muita gente surpreendente. E vamos parando por aqui antes que surja gente com dor de dente.
27 de outubro de 2006 (and the spiderman is always hungry...)
Restaurante francês, um bom vinho, boas músicas, até umas velas poderiam rolar. Uma roupa sexy, um cabelo assim e o perfume de sempre poderiam provocar naturalmente a fome de outras comidas, que seriam servidas com prazer em outro lugar, certamente. Outras músicas poderiam embalar toda dança.
Tudo certo desde a tarde, mas imprevistos acontecem e Nara não teve como não participar. Preguiça de ser mãe nesse dia. Preguiça de sair repetindo as mesmas frases. Põe o cinto de segurança, come tudo, cuidado com o copo, experimenta e vê se você gosta, se não gostou não precisa comer. Não, isso não combina com o cabelo assim nem com aquele vestido insinuante. Ficamos em casa. Jeans surrado e confortável, blusinha Hering branca, faixa vermelha no cabelo. Ele, bem parecido, mas sem faixa.
Delivery. Filme infantil enquanto comemos. Come tudo, cuidado com o copo. Sono infantil. Põe ela na cama que eu abro o vinho. Tv desligada. Luminária verde de bilhar acesa. Sombras bonitas. Vinho. Palavras calmas e selecionadas. Olhares. Algo acontece. O ambiente se transforma. As mesmas músicas. The Cure. Lullaby mais uma vez determina o ritmo da dança que segue pelo resto da noite.
Te amo. Eu também. Os dois, juntos: Apesar de tudo.
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Alguns casais se apaixonam pela Internet, lendo pontinhos brilhantes na tela de um computador.
Alguns casais se apaixonam na escada rolante do metrô, meio sem querer, quase de raspão.
Alguns casais se apaixonam quando se entendem perfeitamente na cama.
Alguns casais se apaixonam em motéis vagabundos.
Alguns casais se apaixonam pelo jeito do outro, pela inteligência, pelo humor, pelo charme...
Alguns casais se apaixonam construindo a vida em uma casinha de vila na Pompéia.
Alguns casais se apaixonam reconhecendo traços e jeitos do outro em sua filha.
Alguns casais se apaixonam a cada surra da vida.
Alguns casais se apaixonam em São Paulo.
Alguns casais se apaixonam no Ceará.
Alguns casais se apaixonam logo de cara.
Alguns casais se apaixonam depois de 5 anos.
Alguns casais se apaixonam sempre.
Te amo, apesar de tudo.
Apesar de tudo. Porque os nossos 5 anos valeram a pena. A pena de dividir não só a mesma casa, mas também os nossos sentimentos, angústias, choros, alegrias, expectativas, descobertas, experiências, muitas vezes a mesma Gillette, algumas vezes o mesmo pc, o mesmo banheiro, nossas intimidades, nossas limitações, o mesmo varal de roupas tão diferentes.
Ouço Carlos Careqa enquanto escrevo. Mascando chiclete ainda com gosto do pastel de quatro queijos que fiz de almoço agora pouco, só pra ter esse tempo de escrever alguma coisa, qualquer coisa - que por ser pra você nunca é qualquer. Vivemos juntos a proposta do Careqa. Ouvimos música para final de século e choramos em 2001. Por tantos motivos que nem sei mais e até perdi as contas de quantas foram as lágrimas. De choro de tristeza, frustração, decepção, vaidade, alegria, surpresa, felicidade-sem-fim, choro de sexo bom, choro de sexo ruim, choro de raiva, de solidão.
E ainda vale a pena. Pelos detalhes. Pelas entrelinhas. Por aquele seu olhar quando me observava toda emocionada no final do show do Chico Buarque, aplaudindo, chorando, com o coração cheinho de felicidade. E você lá, sorrindo, me percebendo, sacando a grandiosidade daquele momento pra mim, me olhando de longe. Mesmo sem saber cantar uma letra sequer, feliz por dividir aquele momento comigo. Um amigo, companheiro, cúmplice de meus erros e acertos, cúmplice das minhas tentativas de tantas Tatits diferentes. Porque não sou Tatiana já faz tempo e você bem sabe disso, mesmo eu forçando a barra e me esforçando em não ser abraço.
Não me sinto à vontade pra agradecer sua contribuição em tudo isso, em tudo o que temos e somos. Essas coisas de dentro não se agradece, obrigado não combina com coisas não-obrigatórias.
Te amo. Apesar de tudo.
Bêbada: não vai se masturbar agora, hein? não dá tempo...
Equilibrista: cê acha que toda vez que eu tomo banho eu bato punheta?
Bêbada: devia, pra manter um pouco da sanidade.
Equilibrista: e dá pra ter ALGUMA sanidade estando casado com você?
Mulheres Densas Protestam (sim, vou postar texto grande que só duas pessoas vão ler. e tudo bem, se essas duas pessoas lerem eu já me dou por satisfeita. o texto nem é meu, é da minha mais nova-amiga-antiga Fran. ele retrata tão bem todos os fatores que hoje me fazem estar de saco cheio de ser essa intensidade-sem-fim que resolvi postá-lo.
Temos que admitir que não rimos com qualquer comédia, mas temos loucura pelas bem feitas. Também não nos abalamos por qualquer draminha mexicano, mas nos apaixonamos pelos que nos fazem esquecer que é de mentira. Discordamos de quem ache cinema nacional, europeu, asiático e documental um excelente antídoto contra insônia. Até encaramos comédia romântica Blockbuster nos dias muito inspirados. Não nos importamos de "pensar" no cinema, muito menos no teatro. Não baixamos o MP3 hit do momento, que nosso gosto musical também é fã do que não é lugar comum. Já descobrimos que dançar música sem nenhuma profundidade libera enzimas que fazem muito bem, obrigada! Não vamos ler os best sellers mais vendidos e nem aquele sucesso que está no colo de todos os usuários de metrô, que nosso negócio é descobrir aqueles incríveis achados de sebo - pois também aprendemos a não gastar em vão. Não nos fixamos em marcas da moda, mas em roupas de atitude, que não pareçam feitas em série. Perdemos o tesão de conferir o programa mais falado do momento, pois concordamos com Nelson Rodrigues que toda unanimidade é burra. E fala-se tanto nos mais assistidos que mesmo sem acompanhar já estamos por dentro do que não faz falta nenhuma! Não fazemos os exercícios do momento e nem o que só surte efeito no corpo, pois já nos viciamos em bem estar, serotonina e endorfina! Nossos hobbies nos deixam entre a cruz e a espada de largar tudo por eles, mas tememos o risco de transformar as paixões mais recentes em obrigações, necessidades e sobrevivência. Fazemos loucurinhas de vez em sempre e assinamos embaixo que nunca é tarde para elas e, principalmente, nenhuma é tão tola que não mereça ser realizada. Queremos tudo ao mesmo tempo aqui e agora. Mudanças nos fazem brilhar os olhinhos. Também dispensamos baladas tipo todo mundo vai e curtimos descobrir as noitadas alternativas. Planejamos nossos dias, mas amamos quando fogem ao previsto. Nos apaixonamos, mas não temos dificuldade de virar a página. Tomamos remédio em caso de emergência, mas apelamos mais frequentemente para a terapia alternativa holística. Temos uma relação de amor e ódio com a profissão escolhida, como todo cristão que se preze. Nos identificamos mais com a espiritualidade e menos com a religiosidade. Já aprendemos que retiros e meditações também dão barato de um outro gênero. Questionamos sempre. Nos sentimos só, mas vamos à luta e passa rápido. Temos nossos dias de vaidade, mas ela não nos norteia a vida. Enfim, não somos mulheres categoria clichê. E se você nos acha difícil, por favor, o guichê das Barbies comuns é logo adiante.
Fran, você tem que me ensinar como é que se vira a página tão facilmente. Preciso ter essa aula hoje, é urgente. Porque eu não queria ser tão passional e por conta disso sofrer e chorar e ter dores de estômago.
Mas liqüida um milhão de coisas que não cabem na nova-velha casa.
Portanto quem se interessar por alguma coisa da lista, comunique-se. Ou se conhecer algum amigo solteiro indo morar só, ou algum recém-separado, enfim...
Ó o que é tralha no meio do caminho: um fogão amarelo branco, uma geladeira branca, um sofá preto, um rack feio, uma mesa de madeira de verdade com 8 cadeiras de madeira de verdade, uma cama box king size sem o colchão, um monitor de 15", um sofá-cama pedindo água, 4 cadeiras brancas com pés de ferro, uma arara de roupas da tok stok, uma cabana de índio com toda armação em bambu, um negócio de água gelada e natural que liga na tomada entre muitas, mas muitas outras tranqueiras.
(Nova Campanha: Ajude você também a Bêbada e o Equilibrista fazerem uma festa no apê)
Tu tens um medo: Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Logo depois de Nara ter nascido, eu e Equilibrista numa conversa muito séria com ela: Doce Nara, sabemos que você só tem 15 dias de vida, mas temos que te falar desde já onde é o limite do suportável, pra nós, pais que te amam e sempre vão te amar. Quando você crescer e quiser namorar, vamos curtir esse momento com você, vai ser legal, muito legal. Você pode namorar com negros, índios, argentinos, japoneses, pode namorar com meninas - se você gostar, tudo o que você quiser experimentar pode, só não vale aparecer em casa com uma única raça de fedorentos: corinthianos.
Pode aparecer com militantes da extrema direita e eleitores do Maluf. Ou com terroristas. Até com homem-bomba. Mas corinthiano, não.