Bem humorado, amigo, compreensivo ao extremo, Equilibrista é uma pessoa linda e ainda por cima trepa bem. Por baixo, nem tanto.
wA Bêbada pelo Equilibrista
A Bêbada é uma mulher romântica, instável, instável, instável, instável e de temperamento apaixonante.
wNos churrascos de domingo...
Tem gente que veio logo e tem gente que primeiro a gente foi lá e só depois que veio ver a gente. Tem gente que estava linkado no blog dessa gente, tem muita gente surpreendente. E vamos parando por aqui antes que surja gente com dor de dente.
Estou aqui com meu livrinho - Alquimia da Marie-Louise Von Franz - no colo e pensando sobre o que tiramos, eu e minha etílica esposa, dessa aventura em praias alencarinas, fechados nesse hermético recipiente que nós mesmos construímos; sendo envenados, enlouquecidos e purificados pelo chumbo do qual é feito nosso cárcere. Cito então Marie-Louise Von Franz :
``O recipiente é um símbolo para a atitude que impede qualquer coisa de escapar para fora; é uma atitude básica de introversão que, em princípio, não deixa escapar nada para o mundo exterior. A ilusão de que todo o problema reside fora do eu tem de acabar, e as coisas têm que ser encaradas a partir de dentro. É desse modo que hoje sufocamos o mysterium do inconsciente. Não sabemos o que é o inconsciente, mas sufocamo-lo através desse tratamento concentrado pelo qual toda projeção é sustada, intensificando o processo psicológico. O recipiente é, também, a tortura do fogo, porque, quando o fluxo de intensidade dos processos psicológicos torna-se concentrado, a pessoa é assada, assada naquilo que ela é. Portanto, a pessoa no túmulo e o próprio túmulo são a mesma coisa, porque ela assa no que é ela mesma e não em qualquer coisa; ou poderíamos dizer que a pessoa é assada em seu próprio suco, e é, por conseguinte, o túmulo, o recipiente do túmulo, o sufocado e o sufocador, o esquife e o deus moro nele.``
Se antes éramos um casal cru, agora estamos muito bem assados. Assados até que alguma morte nos separe.
Fugir com você eu quero, largar tudo e parar por aí
Nem que eu pare do lado de lá... e volte pela contramão...
Eu tô chegando... eu jogo a moeda na mão
É cara ou coroa, nem sei... se é para ir ou não ir...
Eu tô chegando...
um giro, um salto mortal, me larguei do avião, cai bem perto de você...
Eu tô chegando...
De costas para o mundo, eu sei
O mundo que vire pra lá, o mundo que gire de novo
Eu tô chegando...
Estamos chegando. Ouvindo Fernanda Porto, dando uma trégua para o Chico. Estamos animados. Até o ritmo da dança mudou, é bom mudar, mesmo que para o mesmo lugar. Novamente com esperanças e pouco importando se são infundadas ou não. Estamos bem sim obrigado, apesar do cansaço de sentir a nossa vida sendo tratada como o corpo velado do Papa. Todo mundo nessa fila gigantesca querendo opinar, olhar e palpitar, pra ver como é que ficou, pra tirar uma foto. Que coisa mais chata, minha gente!
Eles vêm com força total, com seus achismos, pra dizer com toda sua empáfia como devemos tocar nossa vida, vêm pra pegar as dores de um lado e do outro também. Blablablá daqui e blablablá dali. Cansa! Eu não sei o porquê as pessoas precisam falar tanto.
Se eu não tenho o que falar eu fico bem quieta. Beeeem quieta. Por que nem todo mundo é assim? Hein? Hein?
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
(Carlos Drummond de Andrade)
Apesar dos arquétipos e até por eles, as experiências pessoais são únicas, não existem modelos completamente ajustados para todos, ou seja, eu não me chamo Raimundo.
É verdade que eu até queria ser o Raimundo, queria que só precisasse mesmo ser uma rima, mas não adianta, o fato é que EU sou a única e exclusiva solução.
Viu?
...Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu, apenas seguirei
Como encantado, ao lado teu...
Estou numa interminável fase Chico Buarque e este é só um post sobre reencontros repletos de afago no coração. Coisa cada vez mais rara nos dias de hoje. E quando acontecem, enchem a gente de uma felicidade tão peculiar, tão de dentro, que dá até vontade de se afastar mais vezes de pessoas especiais para mais tarde sentir tudo isso.