Bem humorado, amigo, compreensivo ao extremo, Equilibrista é uma pessoa linda e ainda por cima trepa bem. Por baixo, nem tanto.
wA Bêbada pelo Equilibrista
A Bêbada é uma mulher romântica, instável, instável, instável, instável e de temperamento apaixonante.
wNos churrascos de domingo...
Tem gente que veio logo e tem gente que primeiro a gente foi lá e só depois que veio ver a gente. Tem gente que estava linkado no blog dessa gente, tem muita gente surpreendente. E vamos parando por aqui antes que surja gente com dor de dente.
Vou começar esse post com um trecho do maravilhoso livro: Guia do mochileiro das galáxias:
A história de todas as grandes civilizações galácticas tende a atravessar três fases distintas e identificáveis: as de sobrevivência, da interrogação e da sofisticação, também conhecidas como as fases do como, do por que e do onde.
Por exemplo, a primeira fase é caracterizada pela pergunta: Como vamos poder comer?
A segunda, pela pergunta: Por que comemos?
E a terceira, pela pergunta: Aonde vamos almoçar?
Uso esse trecho para ilustrar o que venho pensando sobre a miséria. Me mudei para uma cidade onde fica gritante o contraste social gerado pelo capitalismo neoliberal (para os que não sabem do que estou falando, sugiro doses mensais da revista Caros Amigos), se em São Paulo muitos ainda flutuam entre uma classe social e outra, tomando ônibus para um bar onde vai gastar um quinto de um salário mínimo em uma noite, consultando no seu Palm as condições de tráfego para o seu fim de semana na Praia Grande, aqui não tem disso não, ou você toma ônibus, estuda em escola pública e vive na periferia sem cultura e sem pensar, ou já conhece outros paises e troca constantemente de carro, assiste a shows, exposições e consome arte e cultura. Claro que existem exceções, mas somente para comprovar a regra.
E quem se deve culpar? Existe justiça? Só se torna justo aquilo que é aceito como certo pela maioria. O fato real é que todos nós aqui ou em qualquer lugar caminhamos para a fase da sofisticação. Nenhum miserável procura justiça social, cada vez é menos comum o sonho da divisão das riquezas e dos bens de produção, cada vez menos se pretende eliminar a concentração de grandes riquezas.
Isso é fruto de um fenômeno menor gerado pelo capitalismo neoliberal, a mobilidade social, onde o pobre de hoje é o milionário de amanhã e membros da elite muitas vezes chegam a viver da caridade de seus antigos pares. Assim, nesta ciranda, todos esperam sua vez e esse sim é um sonho real, o sonho da sofisticação, do vinho pró-seco da Cida. Talvez isso que tenha motivado um amigo meu (discípulo de Olavo de Carvalho) a dizer que o comunismo só funciona para formigas e abelhas, cujo o pequeno intelecto não permite sonhar.
E se os que vivem na fase da sobrevivência e os que vivem na da sofisticação estão conformados em suas castas, sobram os interrogadores a margem de todas as estatísticas. Aqueles que não tem classe social determinada, os desclassificados.
Esses indagam formas e maneiras de perseguir os sofisticados em prol dos sobreviventes, mas são vistos apenas como caricaturas de um ideário infértil. Como na triste cobertura do Forum Social Mundial, onde a Ana Paula Padrão mostra sem esconder o riso um grupo de comunas maconheiros cantando mais uma do Raul.
Somos, e já me incluo na pequena fração da interrogação, errados e errantes.
O que me conforta é assistir ao 24horas depois do Jornal da Globo e torcer que o discurso do terrorista (o único ali que traz alguma lógica) faça eco na cabeça da massa conformada.
Esse post é uma homenagem tardia ao índio velho, cunhado de João Goulart.