wO Equilibrista pela Bêbada

Bem humorado, amigo, compreensivo ao extremo, Equilibrista é uma pessoa linda e ainda por cima trepa bem. Por baixo, nem tanto.


wA Bêbada pelo Equilibrista

A Bêbada é uma mulher romântica, instável, instável, instável, instável e de temperamento apaixonante.





wNos churrascos de domingo...

Tem gente que veio logo e tem gente que primeiro a gente foi lá e só depois que veio ver a gente. Tem gente que estava linkado no blog dessa gente, tem muita gente surpreendente. E vamos parando por aqui antes que surja gente com dor de dente.

100 Sal
Allons, Enfants!
Arquétipos de Massa
Art.manha
Assumo os Pecados
Atrás da Orelha
Bolha de Sabão
Cada um dá o que tem
Caderno de Sonhos
Cardiotopia
Cartas a Algema
Comédias da Vida Gelada
Crazy Hair Weird Feelings
De onde pra onde?
Discoteca Básica
Eloqüência
Entorpecido
Erros de Semântica
Eu e o Poeta
Exagero Descontrol
Garatuja
Jesus, me chicoteia!
Jornaleco!
Just in Time
Limão Azedo
Mafalda Crescida
Malvados
Maquiagem e Morfina
Marcelo Masili
Maré
No Eating
Ouvido Penico
Perto do Coração Selvagem
Pink Synthetic Pearl
Placebos
Playground
Rosa Choque
Silenzio
Tá ruim mas tá bão
Usina de Desutilezas
Zero Absoluto



Copie o código e tenha você também o nosso selinho:





wVasculhe o baú do casal

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wQuinta-feira, Abril 29, 2004


Ponta de areia, ponto final, da Bahia à Minas, estrada natural, que ligava Minas ao porto, ao mar... caminho de ferro mandaram arrancar... Velho maquinista, com seu boné, lembra um povo alegre que vinha cortejar... Maria fumaça não canta mais para moças, flores, janelas e quintais... Na praça vazia, um grito, um ai, casas esquecidas, viúvas nos portais...

Eu sempre amei cantar essa música, mas nunca ela fez tanto sentido como hoje faz pra mim. E ela continua sendo lindíssima. Ponta de Areia - Milton Nascimento.

Ponta de Areia
(será que banzo + menstruação é capaz de matar?)

Na última terça-feira minha irmã aniversariou. Liguei, parabenizei e desejei que fosse feliz. Desejei mesmo, muito, de verdade. No decorrer do ano passado discutimos tanto, tivemos brigas verbais muito, mas muito feias. Não importa mais o motivo, o fato é que pensar nisso faz com que eu me sinta mal e envergonhada. Não pedi desculpas, nem ela a mim. Continuamos achando que temos razões, cada qual, as suas. Mas sinto saudades, e muitas. Dela e de mim, de quem eu era, numa época não tão distante, em que eu tinha coragem e juba de leão, época que minhas preocupações e meus sonhos eram realmente nobres, época em que eu vivia com um sorrisão no rosto que não cabia em mim.
Meu pai morreu dia 20 do mês passado. Em seus últimos dias, toda a família já estava preparada, a situação dele realmente não era a das melhores. O vi pela última vez na tarde de segunda-feira e passei o resto da semana lembrando dele pedindo para que eu segurasse forte sua mão, e na sequência, se emocionando e tentando segurar o choro olhando para o lado. Essa cena ficou na minha cabeça. Ele estava bastante confuso, tendo alucinações e eu, além de assustada e impressionada com a situação em si, mal entendia o que ele falava. Não pedi desculpas pelos meus excessos nesses 24 anos, e também não disse a ele que eu o desculpava por todas as suas faltas em minha vida. Apenas disse não-sei-quantas-vezes pra que ele ficasse tranqüilo.
Esses dias precisei resolver coisas no Ipiranga, onde ele sempre viveu, onde eu passei minha infância andando de bicicleta no Parque da Independência e a minha adolescência entre Sesc, Museu e Unesp. Me senti muito mal de ir até lá e perceber que não existe mais aquele lugar onde, se ficasse muito tarde, podia dormir, tomar um banho, deixar roupas sujas e levar uma blusa emprestada... O lugar onde eu podia chegar a qualquer hora que ele estava sempre com toda a disposição do universo para fazer um cafezinho fresco. Onde eu podia encontrá-lo e achar graça na forma que reclamava do PT ou do Lula. Onde quase sempre tocava um Adoniram Barbosa e um Ataufo Alves.
Durante o caminho de volta para a casa - que não é nada curto - me deu uma tristeza, um banzo... Uma sensação de perda da ligação que eu ainda tinha com minha infância, com as minhas histórias passadas, com minhas amigas antigas que nem moram mais no Ipiranga, nem em São Paulo, algumas, nem no Brasil.
Parece que foi ontem que estávamos todos cantando parabéns pra ele na casa da minha mãe no seu 70° aniversário, dia 29 de janeiro. Como pode? Ele estava aqui esses dias ainda... e agora, não verei nunca mais ele cantarolando baixinho Noel Rosa.

Disse A Bêbada em 11:23


Meta a colher!
palpiteiros já meteram a colher


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Fotolog

Não estou nada satisfeita com o fotolog.net, já me encheu o saco não poder editar o caption depois de 10 minutos e não poder consertar ou mudar a foto (excluí-la e depois postá-la novamente no mesmo dia)
Cansei. Mas o manterei. Quietinho. Se o fotolog.net (ou o meu humor) melhorar, eu volto a postar fotos por lá. Tentei fazer um fotolog.terra.com.br, mas além do endereço ser gigantesco e o template ser pior que outro, a comunidade é infinitamente menor.
Pessoa que me lê agora, você têm flog? E qual? Você é feliz com ele? Qual me aconselha?
Me conta.

Disse A Bêbada em 01:22


Meta a colher!
palpiteiros já meteram a colher


wDomingo, Abril 25, 2004


Ana Miranda

Se eu pudesse dar um conselho para alguém, ele seria: Se informe!
Nada, na condição de ser humano, é melhor que a informação. E a Caros Amigos com seu grupo de maravilhosos condutores da informação faz isso de forma tão brilhante que deveria ser leitura obrigatória.
Eu poderia postar, a cada edição, um texto da revista por aqui, às vezes dois, às vezes a revista toda.
Ana Miranda é apaixonante e está lá, com uma delicadeza incrível nos convencendo que ainda dá para acreditar. Pode parecer mentira (em um país de tão poucas verdades) mas coisas assim a gente encrontra em uma simples banca de jornal.

A moral da dívida



Procuramos seguir o conselho de Polônio a seu filho Laertes, em Hamlet: Não empreste nem peça emprestado, quem empresta perde o amigo e o dinheiro, quem pede emprestado já perdeu o controle de sua economia (bela tradução do Millôr), Mas qual de nós não precisou, um dia, recorrer a alguém para o leite das crianças? Qual de nós não teve o prazer de emprestar a um amigo em dificuldade? E assim nos vimos diante do dilema da dívida.
Há dívidas e dívidas. Em geral, devemos a amigos, pois são os que nos têm em conta e nos dão crédito. Essas são dívidas que não podemos deixar de pagar. Dívida para com algum parente é assunto familiar. Com o patrão, é adiantamento. Com a quitanda, é caderninho.
E se devemos a um banco? Essa é uma dívida fria, sem envolver sentimentos. Essa dívida podemos contestar, renegociar, adiar, já que vamos arcar com as conseqüências. Um banco nunca vai quebrar por nossa modesta causa. Aliás, bancos raramente quebram, neste país. Quem quebra somos nós. Portanto, não há nenhuma indignidade nesse tipo de inadimplência. Tem até mesmo a nobreza de Davi contra Golias. Quem deve a um poderoso é sempre um injustiçado.
Outras dívidas têm um caráter mais complexo. Por exemplo: e se for herdada? Se for de país para país? Se não fui eu quem fruiu das benesses concedidas? E se eu achar que as condições de pagamento não são justas? E se a dívida não for em dinheiro? Padre Vieira achava que era melhor dever dinheiro do que dever em outras moedas. Podemos acabar devendo, por exemplo, a alma ao diabo.
Dívida é coisa de que ninguém escapa. Nascemos devendo a Deus o pecado original e devendo na Terra um tributo à natureza, às vezes tão bela, às vezes tão cruel. Devemos a nós mesmos a obrigação de viver com dignidade. Devemos aos pobres a justiça social. Devemos às nossas crianças um futuro decente. Devemos uma palavra de afeto às pessoas que nos amam. Devemos um elogio à mulher que se enfeitou para nós. Devemos um abraço à árvore que nos dá sombra na rua. Devemos os nobres impostos (se você acha que não deve imposto, é porque aqui nunca escrevem no saco de arroz, de feijão, de café, na lata de óleo ou de cerveja o preço dos impostos embutidos). Nós, brasileiros, devemos ainda mais: a dívida externa, as internas da cidade, do Estado e da Federação. Somos uns endividados. Quanto mais vos pago, mais vos devo, dizia Camões.
Nosso maior consolo é que tudo o que devemos aos outros, os outros também nos devem.

Ana Miranda é escritora, autora de Boca do Inferno, Desmundo, Dias & Dias, Deus-dará, entre outros livros.
www.anamirandaliteratura.hpg.com.br

Disse o Equilibrista em 05:14


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wQuinta-feira, Abril 22, 2004


Acrilic on Canvas ... Andrea Doria
(ou Bom dia Tristeza!) ... (ou Um dia Perfeito)

Às vezes parecia que de tanto acreditar, em tudo que achávamos tão certo
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais, faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro...
Mas percebo agora, que o teu sorriso vem diferente, quase parecendo te ferir...
Não queria te ver assim, quero a tua força como era antes
O que tens é só teu, e de nada vale fugir, e não sentir mais nada...
Às vezes parecia, que era só improvisar e o mundo então seria um livro aberto
Até chegar o dia em que tentamos ter demais, vendendo fácil o que não tinha preço
Eu sei, é tudo sem sentido
Quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois
Não use o que eu disse contra mim...
Nada mais vai me ferir, é que já me acostumei
Com a estrada errada que eu segui e com a minha própria lei
Tenho o que ficou e tenho sorte até demais
Como eu sei que tens também...

Porque eu amo essa música, acho que o Dois é de longe o melhor álbum do Legião Urbana e pouca coisa hoje se encaixa tão bem a mim quanto Acrilic on Canvas a PERFEIÇÃO de Andrea Doria.

Disse A Bêbada em 11:31


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wSegunda-feira, Abril 19, 2004


Enquete
(ou Mulher de Fases parte II)

Meu cabelo precisa urgentemente de um rumo na vida. Mas estou, novamente, com tanta dúvida do que fazer com esse companheiro de longas datas, que ele mesmo já está ficando deveras cansado com a espera.
Está crescendo e não sei se corto novamente ou espero ele crescer mais um pouco e assumo que tenho cabelos compridos.
Ele precisa de uma tinta e não sei se retoco e mantenho o preto atual, ou volto para o velho e bom vermelho, que experimentei pela primeira vez aos 15 anos e só fui largar o ano passado, depois de ter explorado todas as suas nuances. Ou opto por outras alternativas, e aí eu queria saber de você, leitor(a) amigo(a), uma sugestão bacana.

Versões de cabelo comprido:


Versões de cabelo curto:


Conto com a sincera opinião de todos os queridos e queridas que freqüentam este réles espaço.
Ah, só para uma localização melhor, a última foto da segunda sequência mostra como estou atualmente (foto tirada na última quinta-feira)

Disse A Bêbada em 20:11


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wSábado, Abril 17, 2004


O mundo de Marlboro



Acho que todos conhecem este carrancudo cowboy que morreu de câncer e já foi símbolo da indústria do fumo e hoje é símbolo do antitabagismo. O que ninguém sabe, até agora, é que ele tem sido um grande amigo meu.
O cowboy morto tem me visto chorar por diversas noites, eu sei que ele não reprovaria ver um homem chorando, não nos seus áureos tempos de ícone do machão americano, mas hoje ele é um homem que aprendeu a chorar e que compreende a solidão. A solidão que só se encontra em cartazes velhos de propaganda de cigarro.
Nossa amizade começou meio calada, desconhecidos que se encontravam em esparsos momentos do dia, ficávamos parados sem nem mesmo nos encararmos durante quase 10 anos.
Me lembro do dia, que em meio ao nosso habitual silêncio, ele disse: Hey kid: Levante essa cabeça! Se sua cerca é baixa as raposas logo tomam conta da fazenda.
Eu sorri, como se faz para esses tiozinhos que acham que conhecem a vida o suficiente para aconselhar alguém.
Porra, o cara está morto... o que ele acha que entende da vida?
Mas o tempo passou e durante estes últimos 3 anos criamos uma importante amizade.
Hoje ele sabe de mim como ninguém mais sabe. Ele é o único que me ouve e me entende, porque no fundo eu sei que ele também precisa de mim em sua solidão.
Somos Butch Cassidy e Sundance Kid e raindrops keep falling on my head (em versão de Manic Street Preachers que combina mais com tempos de combate ao fumo).
Sou um cara que não pode reclamar da falta de amigos, mas infelizmente os amigos tem essa necessidade compulsiva de pensar e falar, coisa que esse amigo morto, que já teve seu pulmão corroído pelo câncer e seu cérebro comido por vermes, não tem.
Ele pôde me ensinar que em alguns momentos da vida o melhor que a gente pode fazer é respirar fundo e apenas ver os cavalos trotando livres na ensolarada planície do Texas.

Disse o Equilibrista em 12:49


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wSexta-feira, Abril 16, 2004


Momento "eu vejo essas coisas e fico louca"



* DVD 1: Jules e Jim (Jules et Jim)
* DVD 2: Um só pecado (La Peau Douce)
* DVD 3: Duas Inglesas e o Amor (Les Deux anglaises et le continent)
* DVD 4: A Mulher do Lado (La Femme d'à côté)
* DVD 5: O Último Metrô (Le Dernier métro)
* DVD 6: Os Incompreendidos (Les 400 coups)
* DVD 7: Beijos Proibidos (Baisers volés)
* DVD 8: Domicílio Conjugal (Domicile conjugal)
* DVD 9: O Amor em Fuga (L'Amour en fuite)
* DVD 10: De repente num Domingo (Vivement dimanche!)
* DVD 11: Atirem no Pianista (Tirez sur le pianiste)
* DVD 12: Fahrenheit 451(idem)

Essas 12 maravilhas dentro dessa caixinha tão simpática são necessidades de extrema urgência em minha vida.
Por isso, se você for uma boa alma e gostaria muito de me dar o melhor presente de todos os tempos, está aí uma boa dica.

E tem uma foto linda do filme que mais amo do Truffaut bem aqui ó

Disse A Bêbada em 01:43


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wQuarta-feira, Abril 14, 2004


Le Petit Prince
Da nova série: Os livros que me acompanham

- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é sua - disse o principezinho - eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse o principezinho.
- Vou - disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro - disse a raposa - por causa da cor do trigo.
- Adeus - disse ele...
- Adeus - disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.


Literatura obrigatória e que sempre me arranca lágrimas. Meu livro. Desde pequena. E para toda a vida.
O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

Disse A Bêbada em 14:32


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Decepção

Sabe quando você gosta pra caramba de uma pessoa? Quando você considera a pessoa amiga de verdade e a cada dia que passa a sensação é de que aumenta mais o carinho e a preocupação por ela? Diariamente você freqüenta a casa dela e ela freqüenta a sua e vocês conversam sobre todas as coisas do universo, relatando experiências, contando piadas, trocando opiniões e preferências. Quando você está num momento difícil, se abre com ela, chora e conta todas as suas aflições. Mas um belo dia você percebe algo diferente e depois de um tempo estranhando aquilo, você acaba querendo acreditar que é só uma falsa impressão ou uma simples coincidência.
Passa-se um tempo e surge a sensação estranha novamente, e então, até por uma questão de desencargo de consciência você vai procurar saber o que é de fato. E com olhos amigos de quem sinceramente gosta e admira a outra pessoa, vai observando cada detalhe. Até que muito de repente, se sente mal por se perceber usada, sugada mesmo, da pior forma possível. E então você se arrepende de ter dado a liberdade para tal amiga fuçar seu guarda-roupa, pegar suas roupas emprestadas, porque na verdade o que ela mais queria mesmo era copiar todos os detalhes, todas as cores e nunces de tudo o que você é, para, no fim, não conseguir ser uma pessoa igual nem diferente do que era. A pessoa acaba virando uma espécie de aberração, quase ininteligível tanto para os que a conhecem tão bem da forma com que se vestia, quanto para os novos - que se perdem em suas definições, pelo fato da pessoa mudar da água pro vinho tão repentinamente.

Fui enganada. Fui feita de boba. Na tentativa dessa alma infeliz ser o que não é, experimentar o gosto de ser A Bêbada.
E o mais interessante é que a pessoa em questão não é mulher nem é gay. É um heterossexual que me sugou durante um tempo, me digeriu inteira só pra poder ficar arrotando pequenas frases ou idéias bêbadas, porém, à partir de já, com uma eterna dor de estômago.
Imaturidade? Dupla personalidade? Desvio de caráter? Não sei qual é o problema do fulano e também não cabe a mim descobrir.

Eu bem que poderia ir até seu habitat, mostrar sua feiúra para suas visitas queridas (que, oras não entendem porque se veste e age de forma tão diferente do que é, e, oras o reconhecem em suas falas comuns e gestos nada ousados) Mas não farei nada disso. No fundo o sentimento que me sobra é uma espéciezinha de piedade por tanta carência e problemas com o ego. Mas carente e vaidosa eu também sou (porque se não fosse, esse blog não seria o que foi e o que ainda é) e assim como você, preciso de críticas e elogios. Só me desculpe eu não entender o que leva uma pessoa copiar os modelitos mais legais da amiga, e além de usar, não dizer que aquilo não foi criação sua (muito pelo contrário, ainda põe a sua marca) E aí é que eu não entendo novamente: como uma pessoa pode se satisfazer recebendo elogios por algo que está ali com o nome dela, mas que não foi ela quem fez? Há mesmo satisfação? Ou o desespero é tanto que só em chamar atenção ao usar algo que não lhe cabe já basta?

Au revoir, mon cherry, au revoir.

Disse A Bêbada em 02:49


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wTerça-feira, Abril 13, 2004


Sou eu

Hoje fui obrigada a organizar as tantas pastas de arquivos de mp3, pois há tempos o hd estava no limite do limite.
Em meio a Soulseek, Overnet, Kazaa, tantas músicas em mp3 e cds e discos que guardo em casa, comentei com o Equilibrista como é absurdo não só a quantidade de coisas que temos, mas também a variedade gigante, que vai da discografia inteira da dupla Luli e Lucina até o disco heavy metal War of Words do Fight (banda do Rob Halford, Judas Priest), passando pelo meu querido Vive la Fête e do insuperável clássico Debussy.
Tantas músicas, tantas maravilhas esparramadas dentro de mim e distribuídas por entre os meus 24 anos de vida... e por isso também, nunca pensei em tentar escolher apenas uma música ou um álbum para dizer: isso sou eu. E talvez por conta de exatamente eu nunca ter tentado, eu tenha descoberto de forma tão maravilhosa assim, em meio a tanto pó, quem sou.


Fatal - Gal a todo vapor. Sou eu. Com direito a batom vermelho carmim borrado na boca e gritos histéricos. De paixão e de ódio. Gritos de felicidade e tristeza.

Gal Fatal é bossa nova, é samba, é frevo e é muito rock'n'roll. Tem momentos depressivos e tem momentos de explosões passionais, tem Roberto, tem Jards e tem Ismael Silva.
O disco é de 1971 e Gal é praticamente irreconhecível para os que tiveram contato só com os trabalhos não tão antigos da cantora. É impressionante, frustrante e constrangedor vê-la, por exemplo, num Acústico MTV da vida. Hoje ela está péssima, de dar vergonha.

Mas Gal - a Fatal dos anos setenta - canta Luiz Gonzaga com uma tristeza que nunca ninguém cantou. E como eu amo seu Assum Preto! Lamenta Sua Estupidez, por Roberto Carlos, mostrando que o amor que a música carrega tem um tamanho maior do que ela própria. No meio do disco, usando o folclore baiano, faz questão de repetir que é uma Fruta Gogóia. Grita de forma deliciosa aos quatro cantos que é amor da cabeça aos pés em Dê um Rolê, música que diz tanto sobre minha intransigência para grande parte das pessoas que convivem ou já conviveram comigo. O que dizer sobre o esforço do rapaz 100% Bêbada de Mal Secreto? Ou Como 2 e 2 e Maria Bethania de Caetano? Ou o desepero alegre de Luz do Sol? Sou tudo isso. Sem a menor sombra de dúvida. Mas existe uma que retrata bem toda a minha já bastante conhecida instabilidade emocional. Hotel das Estrelas. Nostalgia, desespero, pressa, alegria, lamentação, ansiedade, solidão. Me resume de forma absurda mas não faria tanto sentido se não estivesse inserida no contexto que o trabalho, como um todo - que tem começo e meio e fim - é.

Disse A Bêbada em 00:21


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wQuinta-feira, Abril 08, 2004


Top 5 do que é imprescindível no meu dia:

1 - Música
2 - Leite
3 - Masturbação
4 - Literatura
5 - Internet

Agora quero saber de você, quais são as 5 coisas que não podem te faltar diariamente?
Ou que, sem elas, você se torna uma pessoa rabujenta e de péssimo humor?

Disse A Bêbada em 13:45


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wTerça-feira, Abril 06, 2004


2 aninhos de Nara

Quarta da semana passada foi seu aniversário.
Dei a luz a Nara dia 31 de Março de 2002, num domingo de Páscoa, pontualmente às 15:15h. O parto teve que ser cesárea porque, ela não tendo paciência com a minha lenta dilatação, ficou nervosa e fez cocô dentro de mim. Corre-corre de toda a equipe médica comigo chorando histericamente em cima da maca. Ninguém pode imaginar a frustração de uma atriz não poder vivenciar toda a beleza e dramaticidade do parto normal. Depois de algumas horas, Nara estava, toda miudinha, em meu colo: eis aí toda a recompensa do universo pelas 19 horas de contração e espera; e pela violência física em si da cesárea.

Que momento mágico! Inexplicável é a palavra.
Achei hoje fuçando em pastas e caixas de documentos, uma folha sufite amarela datada de 14 de Abril de 2002 onde eu dizia assim:

Há quinze dias estou com esse choro na garganta e nos olhos... Nara nasceu e é linda, e não poderia ser mais.
Hoje, completa meio mês de vida e eu já não consigo imaginar como seria minha vida sem ela. Estamos nos entendendo bem, já estabelecemos alguns códigos que só nós duas conhecemos. Morro a cada esboço de sorriso que dá.
Me sinto completamente realizada quando, conversando, ela fixa seus olhinhos de bichinho bonito e estica seu pescocinho para prestar mais atenção.
E na hora de mamar? Que momento é esse? Ela relaxa totalmente, tanto que, ao final, acaba sempre dormindo gostoso. Seu peso em meu colo se multiplica. Sua respiraçãozinha, uma delícia!


E hoje lendo isso, vejo que nada mudou. E nem vai mudar.
Este texto não é só sobre o encantamento do nascimento, nem do aniversário, nem de outra data marcante. É um encantamento diário, que não cessa, por motivo algum. A cada palavra nova, a cada dança que inventa, a cada gargalhada, a cada mudança de humor, a cada expressão diferente... céus!!! às vezes acho que vou explodir de tanta felicidade só por poder compartilhar o crescimento e desenvolvimento da minha pequena grande Nara.

E dentro disso tudo, a alegria de comemorar mais um ano de Nara com pessoas queridas é outra coisa quase inexplicável. Para a festa desse ano, convidamos a metade de pessoas que chamamos na do ano passado, mas a maioria das pessoas essenciais da minha vida, meus amigos de toda a vida e parentes mais queridos estavam lá no último domingo. De amigas-quase-irmãs, faltaram apenas Tati e Cris. As duas que não foram por motivo de força maior, que às vezes só as coisas pequenas podem ter. Sem contar a ausência do Cá, minha eterna alma-gêmea, mas que logo depois da festa se compensou, com cervejinha em casa.

Alegria inimaginável, até alguns anos atrás, a que tenho hoje numa tarde de domingo, no meio de bexigas, Teletubbies e gente se entupindo de brigadeiros.

Disse A Bêbada em 22:35


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wQuinta-feira, Abril 01, 2004


Só mais um teaser

Voltaremos, em breve, com aquelas que ajudou a nos classificarem como o casal tão diferente dos já encontrados aí pelo universo blogueiro.
Quem adivinhar sobre o que estou falando ganha um lambida.



Da mãe ou da filha. O pai se encontra muito entretido ali e não quer lamber nada.

Disse A Bêbada em 18:21


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One-way

Na semana que passou vi e saboreei uma Coca-cola de vidro One-way. Foi em um camelô na 25 de março onde, jogadas em meio a latinhas de guaranás, sodas e fantas, boiavam as garrafinhas de vidro com suas indefectíveis tampinhas esperando o velho abridor.
Sou um viciado assumido de Coca-cola, algo que não pode faltar aqui em casa de forma nenhuma, já comentei várias vezes da necessidade de se ter Coca-cola encanada nas casas. Nem mesmo nos meus momentos de fervor político anti-imperialismo deixei de consumir o maior ícone yankee. Nada tem sua forma, nada tem seu sabor.



E ao se tratar de recipiente nada supera o vidro.
Uma Coca em lata ou plástico adquire gosto, perde sua personalidade... O vidro é a transparência do sabor e da forma e a garrafinha de 290ml é o formato perfeito para o néctar perfeito. One-way!
Desejo a todos que em um momento de sol forte e calor tenha a mesma sorte que eu e encontre um camelô com tão refrescante caixa de isopor.

Disse o Equilibrista em 01:55


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