Bem humorado, amigo, compreensivo ao extremo, Equilibrista é uma pessoa linda e ainda por cima trepa bem. Por baixo, nem tanto.
wA Bêbada pelo Equilibrista
A Bêbada é uma mulher romântica, instável, instável, instável, instável e de temperamento apaixonante.
wNos churrascos de domingo...
Tem gente que veio logo e tem gente que primeiro a gente foi lá e só depois que veio ver a gente. Tem gente que estava linkado no blog dessa gente, tem muita gente surpreendente. E vamos parando por aqui antes que surja gente com dor de dente.
Fui diagnosticado como míope aos 10 anos de idade, mas segundo o oftalmologista já deveria estar usando óculos há alguns anos. Talvez porque só naquele ano senti dificuldade de enxergar, pois pela primeira vez não me sentava na primeira fileira na sala de aula.
A miopia se deve a uma elevada capacidade de enxergar as coisas de perto, prejudicando a visão para longe.
Quando nascemos não temos nenhuma visão desenvolvida, nem a de perto, nem a de longe, precisamos treiná-las e aperfeiçoá-las. Para treinar a visão para perto se aconselha a leitura, para a de longe o melhor são exercícios em campo aberto como corridas e empinar pipas.
Os míopes, como eu, são aqueles que deram atenção maior ao desenvolvimento da visão de perto, leram mais que correram, assistiram TV demais e de muito perto. Até por isso a maioria dos nerds é míope. Também conhecidos como Quatro-olhos.
Mas o ser míope não é uma questão apenas de se usar ou não óculos, o míope se aperfeiçoou no campo da proximidade ao objeto, dos detalhes, das minúcias. Passou boa parte de sua vida observando como as coisas se encaixam, como tudo funciona. Para o míope não basta o conhecimento superficial, sua visão detalhista quer sempre ir até o mais profundo possível.
O contrário também é válido. O mundo além do campo visual muito próximo não é nítido o suficiente para trazer segurança ao míope, fazendo com que ele não se sinta confortável para a socialização, para viagens além de sua fronteira visual. Claro que na maior parte dos casos essa barreira acaba caindo, mas não sem antes marcar de forma definitiva a vida do míope.
Os óculos são um símbolo muito claro e que pode dizer muito sobre alguém.
Eu tenho orgulho dos meus.
P.S.: Este post está publicado também em meu outro blog.
"Nossa, de quem é isso mesmo???" - eu, com testa franzida, puxando com o dente a pelinha do canto da unha, me perguntando em voz alta. E responde o Equilibrista logo em seguida - "Milton Nascimento" - e continua - "Nunca ouvi essa música mas posso prever porque sempre que acontece isso com você é Milton"
E é mesmo. Sempre não, mas é quase sempre Milton quando torno a me apaixonar por uma música que não reconheço de cara e que há algum tempo não ouço.
Quem cantava dessa vez era a Maria-imita, ops, Maria Rita. É isso, acho que vou abrir um parêntese no meio deste post e falar sobre a tal moçoila. Até pouco tempo atrás, em todo blog que eu entrava havia pelo menos um post ou uma foto dela. Então eu preferi me manter de boca e ouvidos calados, esperar passar todo o alvoroço para ouvir com calma. Ok, ela tem uma voz legal e um repertório bacana, mas daí a considerá-la um fenômeno já é exagero. Aí vem a história de ser filha da Elis e junto vem as fotos que comparam as duas fisicamente. Tento esquecer de tudo isso para ouvir em paz e livre de qualquer pré-conceito. Ouço e percebo que a mulher apenas canta da mesma forma que a mãe.
Eu amo a voz, o repertório, a pessoa simples e linda e triste e alegre e visceral que foi Elis. Não gostaria realmente que ela tivesse morrido, mas pessoas: Elis morreu.
Fecha parêntese.
A versão que ouço agora é com Milton cantando. Linda a música. Uma das mais lindas do compositor, na minha humilde opinião. E nos dias atuais ela é a que melhor diz sobre tudo isso que está acontecendo comigo e com todo o sentimento que está bem aqui, pronto para explodir a qualquer momento.
Sou incapaz de falar qualquer coisa sobre os 450 anos de São Paulo, a cidade pela qual poucas vezes sinto um ódio sem fim e na maioria do tempo um amor que não tem tamanho. Tenho um nó me engasgando de saber que muito em breve deixaremos São Paulo das pedras (e perdas) para ganhar longas estradas. Não vou dizer mais uma palavra, esta música diz exatamente tudo.
"Mande notícias do mundo de lá, diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar, tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos, melhor ainda é poder voltar quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem, a vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar, tem gente que vai pra nunca mais, tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar, tem gente que veio só olhar, tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir são só dois lados da mesma viagem
O trem que chega é o mesmo trem da partida, a hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar, é a vida desse meu lugar... É a vida"
Fui a um evento diúrno esse final de semana que me fez sentir uma saudade bem gostosa de uma Tatit (ops... de uma Bêbada) que não existe mais. Que se vestia de forma X, que curtia pessoas Y, que ouvia músicas Z. E que fazia N coisas que eu não faço hoje, mas que já pensava e queria muitas das coisas que ainda hoje penso e quero.
Por isso também, em breve, faremos uma festa bastante temática em casa, para eu matar a saudade de quem eu era na época em que fiz Equilibrista se apaixonar.
Como trilha sonora, uma música que eu acho ótima e bastante pertinente para este post:
Você é o que faz se você faz o que quer à noite - Barão Vermelho
Agora eu quero saber: O que é que você faz à noite?
P.S.: Quem quiser conversar comigo ou me "achar" em outros lugares, aqui vão duas opções:
Pelo Messenger: tatit@hotmail.com ou pelo ICQ: 144067239
E ainda há o Fotolog, onde ultimamente, tenho me divertido mais do que aqui.
Tanta coisa eu escrevi, tantos posts no passado deste blog. Textos pelos quais sinto um grande carinho, não só pelos que escrevi, mas pelos da Bêbada também.
Ficamos sem os arquivos e não sei se vou realmente reconstruir todos aqueles meses de quase um ano de blog. Sinto-me incapaz de escrever agora, olhando para essa tela tão branca e sabendo que as palavras não ficam, a Internet é rápida e enquanto a Terra dá uma volta completa em seu eixo todo passado é consumido e não serve mais, não cabe nas mesmas roupas. E as roupas brancas são as que mais rápido se perdem.
Tenho medo da futilidade e da efemeridade do instante. Gosto de saber do passado e de colecionar histórias.
Sou um nostálgico e me vejo agora neste blog onde o passado não existe.
Pessoas, isso é incrível. Ano novo, vidas novas mesmo: Mais um baby chegando!
Soubemos e eles também souberam hoje. Marcio e Cecília estão grávidos. E hoje tinha tudo para ser um dia horroroso, mas com uma notícia dessa, mesmo com muito esforço não é possível ter um dia ruim.
Notícia essa, que confirma uma teoria minha e do Equilibrista... parece que depois que ficamos grávidos, ficou mais fácil ter filhos. :o)
Parabéns Cê, parabéns Marcio. Muita sorte pra vocês!!!
Mais um neném em 2004.
Um dos casais mais legais de amigos que eu e Equilibrista temos, ganhará um bebê que, como tudo indica, será de leão ou virgem e que chamará Carolina ou se for menino, Gabriel. Sheila já está mais linda do que já é normalmente, alisando a barriga que não demora muito para ganhar (ou perder) forma. Fábio, o pai, já começou o ano treinando, experimentando segurar a filha alheia, de quase 12 kg. Querido casal, tudo o que posso desejar é ainda mais felicidades e alegrias.
Estou mais viciada e apaixonada por um disco do que nunca.
Estou há semanas ouvindo o álbum de 1982, Violent Femmes, primeiro disco da banda de mesmo nome. Lindo. Maravilhoso. Por favor, aos que não conhecem, é uma ordem: ouçam!
Hoje pra mim ele é o disco mais perfeito que já foi feito no mundo.
P.S.: Estou me sentindo muito desconfortável escrevendo nesse template. Por que será?
Passamos um tempo muito bem sem o blog, mas esses dias apertou a saudade e então voltamos, de cara nova e sem arquivos.
Eu e Equilibrista estamos ótimos e nos recuperando ainda de todas as festas e eventos do final de ano.
Tem muita coisa para falar, muita novidade para contar, mas por este post é só.