Bem humorado, amigo, compreensivo ao extremo, Equilibrista é uma pessoa linda e ainda por cima trepa bem. Por baixo, nem tanto.
wA Bêbada pelo Equilibrista
A Bêbada é uma mulher romântica, instável, instável, instável, instável e de temperamento apaixonante.
wNos churrascos de domingo...
Tem gente que veio logo e tem gente que primeiro a gente foi lá e só depois que veio ver a gente. Tem gente que estava linkado no blog dessa gente, tem muita gente surpreendente. E vamos parando por aqui antes que surja gente com dor de dente.
Eu ando de ônibus em São Paulo. Sou um defensor do transporte coletivo, acho sinceramente um absurdo a necessidade dos veículos pessoais para locomoção em grandes cidades. Mas, infelizmente, a realidade do transporte público faz com que minha afirmação inicial seja quase digna de pena.
Enfim... Quem usa, como eu, esse tipo de transporte já deve estar acostumado com os absurdos vendedores de chocolates, amendoins, balas, adesivos do Mickey, canetas e outras tralhas.
Mas uma cidade como São Paulo nunca deixa de nos surpreender. Assisti a um espetáculo bastante incomum, esta semana. Começou logo que o ônibus em que eu voltava para casa entrou pela avenida Paulista e subiram dois daqueles músicos peruanos que encontramos em todo canto da cidade nessa época do ano. Eles e suas indefectíveis flautas de bambu tocando clássicos da música internacional, nos supermercados, nas esquinas e, é claro, nos ônibus. Sempre aparecem no inverno pois provavelmente vêm juntos com os que trazem gorros, luvas e ponchos com estampa de lhama.
Não era novidade para mim, essas apresentações relâmpagos e sacolejantes de flauta e violão em troca de alguns trocados. Mas a cena começou a ficar exagerada quando entrou no mesmo ônibus um vendedor de chocolate e amendoim, e começou sua rotina deixando amostras de seu produto no colo dos sonolentos passageiros. Vendo isso o flautista interrompeu o show e pediu que o companheiro aguardasse sua vez pois tinha entrado primeiro no ônibus. O rapaz aceitou e aguardou o final do show para oferecer seus amendoins.
Neste momento entra um moleque com uma caixa de engraxate e passa ele também a disputar a clientela do ônibus, procurando dentre nós os que possuíam sapatos engraxáveis. E pela primeira vez vi em um único ônibus, de uma única vez três profissionais disputando a mesma clientela. O mais absurdo da cena era a expressão de total normalidade dos passageiros do coletivo.
Faltou cerveja.
Vender cerveja nos ônibus poderá enfim transformar a hora do rush em happy hour! Acompanhando os amendoins e a música ao vivo, tudo por um real ou um passe.
E então? Que tal marcar uma cervejinha no Pinheiros-Aclimação ali na altura da Joaquim Eugênio de Lima?
Pensei em escrever este post ao ler esse texto no ótimo blog desta moça descoberta e adorada pela Bêbada. Para quem ainda não leu vale a pena, os posts são enormes, a cor de fundo fica irritantemente alternando, mas o conteúdo é de ler, reler e guardar com carinho.
Terceiro Tempo, para quem não é amante do esporte bretão e não conhece, é um programa de rádio da Jovem Pan AM e de TV da Record, apresentado pelo jornalista Milton Neves. Vou usá-lo como símbolo de todos os programas de futebol de domingo à noite, aqueles que fazem nós homens esquecermos toda a civilidade e evolução social e voltarmos a sermos simplesmente os machos da espécie humana.
Por que esses programas nos atraem tanto? Por que nos atraem muito mais até mesmo do que o futebol em si?
Porque o homem é um bicho de três tempos. Temos o tempo de dedicação profissional, o tempo afetivo e temos o terceiro tempo. Precisamos deste tempo, o tempo de nos encontrarmos com a matilha, de uivarmos para lua, de comentarmos as caçadas, de estarmos com outros homens.
E naquele momento, sozinhos em frente à televisão, estamos ligados e em perfeita harmonia com todos os nossos companheiros de caçada. Alguns de nós tem o futebolzinho da sexta, outros o chopp quinzenal, mas de uma forma ou de outra esta sociedade pactual entre homens sempre existirá. E sempre necessitará do Terceiro Tempo.
Ok! Sou machista. Mas se alguém disser que eu escrevi isso, eu nego.
Durante e depois do meu aniversário li e ouvi muita coisa boa, fui presenteado com palavras de carinho que me mostraram quanto sou importante na vida de tanta gente. Mas por que esperar uma data ou um marco para falar ou para abraçar? Ou, por que pensar que o sentimento é tão óbvio e claro para ambos que não precisamos mais falar ou abraçar?
Por isso resolvi falar e abraçar através deste post um amigo muito querido, para que ele saiba o quanto é importante em minha vida. Meu compadre, amigo de todas as horas, primo para muitos e irmãozinho mais novo para mim.
Conheço o Marcio desde que ele nasceu, nossos pais já eram grandes amigos quando eu era o único a perturbar o jogo de cartas dos quatro Bonifácios.
Desde que o Marcio nasceu nos adotamos como irmãos, ele filho único e eu que tive duas irmãs. Éramos os garotos, o polícia e o ladrão, éramos Baker e Poncherello, construímos juntos duas casas da árvore e, como ele diz, nem a distância ou a adolescência conseguiu detonar nossa amizade. Fundamos clubes de carteirinha e rivalizamos durante toda a vida o amor pelo futebol (ele corintiano e eu palmeirense).
Existem amizades que são construídas com eventos, outras com cumplicidade, outras com apoio em horas difíceis. Mas minha amizade com o Marcio não foi construída, ela sempre existiu e sempre existirá. Como comentei no blog dele, o Marcio e a morte são as únicas certezas que tenho em minha vida, o resto todo pode mudar.
É confortante para mim, ter essa certeza pois quem estiver lendo isso pode não saber, mas quando se está na merda não existe melhor mão, do que a deste cara para te puxar.
Valeu Superplayer. Valeu John Hannibal Smith.
Obrigado a todos que me congratularam pelo meu trigésimo primeiro aniversário.
Estou começando a entender agora que a barreira já foi quebrada e não é reversível, completei mais esse ano e deixei para trás mais um pouco de passado.
Essa semana toda estive meio nostálgico, até um pouco triste. Percebi minha resistência em trocar minha roupa, mesmo após os banhos. Algo como, se eu ao não trocar de roupa pudesse manter o tempo parado mais um pouquinho.
Não que tenha medo de envelhecer, ou problemas com a idade que até acho muito pouca ainda. Inclusive por ser de um moleque como eu.
Minha tristeza veio pelos passados deixados para trás. Hoje mais um Hugo morreu, dando lugar a este que aqui escreve.
Por que eles precisam morrer? Porque simplesmente não continuam sendo, só para gente poder matar as saudades de vez em quando? Gostaria de ver por ai aquele Hugo que era gago e nerd só para ver se seus pais estavam certos e ele realmente virou um gênio. Gostaria de saber se o Hugo cabeludão conseguiu mudar o mundo e queria muito ver o velho Hugo cantando mulheres nos pontos de ônibus. Esse Hugo que morreu ontem talvez descubra o quanto é bom continuar tentando, mas não deixo de ter uma certa curiosidade de saber como ele teria se virado ao finalmente desistir.
Ok! Mas olha só! Esse Hugo nascido, logo que chegou me apaixonou.
Ele é o pai mais legal que uma filha pode ter, ele tem amigos modernos mas também chama seu amigo de infância de compadre, é esposo com toda responsabilidade que a cumplicidade e o amar alguém podem dar. Não se arrisca em empreitadas sem futuro, faz compras no cartão e parcela em 3 vezes. Cozinha! E muito bem! Dá valor aos seus sentimentos e se permite chorar. De felicidade, de tristeza e de saudades.
Esse Hugo lembra muito o cara legal que o menino maluquinho se transforma no final do livro. Acho que é isso, hoje sou 31. Um cara legal.
Obrigado a todos que eu amo, me amam, amaram e que por mim foram amadas.