Bem humorado, amigo, compreensivo ao extremo, Equilibrista é uma pessoa linda e ainda por cima trepa bem. Por baixo, nem tanto.
wA Bêbada pelo Equilibrista
A Bêbada é uma mulher romântica, instável, instável, instável, instável e de temperamento apaixonante.
wNos churrascos de domingo...
Tem gente que veio logo e tem gente que primeiro a gente foi lá e só depois que veio ver a gente. Tem gente que estava linkado no blog dessa gente, tem muita gente surpreendente. E vamos parando por aqui antes que surja gente com dor de dente.
Irwin Schrödinger, um dos fundadores da teoria quântica, montou o experimento conhecido como o gato de Schrödinger.
Seu gato foi colocado em uma jaula de laboratório, dessas usadas em experimentos com animais, só que desta vez com as paredes sólidas. Dentro da caixa Schrödinger colocou também um pedacinho de material radioativo, sendo que este material radioativo tem uma chance de 50% de emitir uma partícula de decaimento para baixo. Se a partícula for para cima ela encontra um detector de partículas que, por sua vez, aciona uma alavanca que libera um veneno letal para dentro do prato de comida do gato. O gato come e morre. Já se a partícula for para baixo é acionada a alavanca que libera alimento e o gato sobrevive.
O gato na caixa está vivo e morto ao mesmo tempo (como os elétrons que são considerados ondas e partículas ao mesmo tempo). Não podemos dizer qual é o real estado dele, podemos dizer quais são as possibilidades, neste momento o gato comeu o veneno e morreu ¿e¿ desfrutou de uma nutritiva refeição e vive. Somente quando todas as possibilidades se transformarem em uma realidade fixa, é que poderemos obter um gato para acariciarmos ou para enterrarmos.
Segundo a experiência , quando foi aberta a jaula e observamos o animal ele está morto. Mas por quê? O que matou o gato de Schrödinger?
No momento de sua observação, ou medição, um elétron previamente inobservados que era tanto onda como partícula torna-se ou onda ou partícula. Assim como o gato que até o momento em que abrimos a jaula está vivo e morto, ao ser observado ele deixou de ser ambas as coisas para ser uma só. De alguma maneira estranha ele morreu porque olhamos para ele.
A observação matou o gato.
Os próximos dois posts são sobre gatos. O gato de Bêbada, que é ela e o meu gato que sou eu.
Esses gatos foram trocados por e-mail na primeira semana de namoro.
A maior parte do Universo de Bêbada não se parece em nada com o meu, isso percebemos desde o primeiro encontro. Por isso, quando aparecem esses gatos nos surpreendemos tanto que ficamos olhando e olhando para eles como se olhassemos o sobrenatural.
Mas afinal, o que é o sobrenatural senão o natural e absoluto ainda mais evidenciado?
A cozinha maravilhosa de Bêbada e Equilibrista Este post tem censura prévia
Estou muito a fim de apimentar meus posts, mas como a família de Bêbada lê o blog, ela anda fazendo patrulhamento dos meus textos. Assim sendo, vamos combinar uma forma de burlar a censura.
Para tanto, não esqueçam: este post está codificado.
Quero dizer da minha felicidade por minha vida na cozinha com a Bêbada estar muito melhor que na péssima fase que passamos. É verdade, no último mês cozinhamos muito pouco e sem nenhuma dedicação, quase sempre partindo para um fast-food que era no máximo satisfatório.
Mas, estamos muito bem agora, e cozinhar tem sido um grande prazer aqui em casa. O cuidado em separar os ingredientes, adicionar cada um, deixar o cozimento levar o tempo que for preciso, mexendo na medida certa para não perder o ponto, todos esse prazeres foram recuperados. Estamos novamente nos esbaldando de comer!
É claro que como toda mulher, Bêbada sempre se preocupa em não engordar, ainda mais agora que tem tido sonhos proféticos. Controlamos isso muito de perto, pois ela tem uma grande tendência a engordar.
Estamos ultimamente preferindo cada vez mais os pratos quentes. E durante a refeição, existe claramente uma preferência minha em ser servido e dela em servir.
Sou do tipo que não tem muita cerimônia à mesa, gosto de comer com as mãos, estraçalhando a comida entre os dedos. Cada vez mais tenho liberado meus instintos básicos durante as refeições, esta violência instintiva pode ser muito prazerosa se não perder a razão.
Bêbada é a mulher mais comilona que já conheci na vida, se dependesse dela passaríamos a vida comendo e comendo, algumas vezes amarro-a a mesa para que possa comer sem ser incomodada, ela tem até trajes que só usa para comer.
A comida é uma das coisas que mais importam para esse casal, nossos pratos tem de ser sempre reinventados, procuramos sempre novas receitas e cada dia vejo o quanto estamos aptos a experimentar.
Temos até uma novidade, percebemos que nossa cozinha é tão boa para jantares a dois, quanto para mais um casal convidado. É claro que como as proporções mudam, tudo demora mais tempo, mas no final é de se lambuzar.
P.S. da Bêbada para a irmã que se sentiu ofendida: Ká, querida Ká... o patrulhamento não foi feito por sua causa e sim por pensar na Thaís (que, para quem não a conhece, é minha sobrinha fofa de 12 anos) lendo este blog.
Morreu hoje Rogério Cardoso com 66 anos. E pela segunda vez em menos de 24 horas senti que o humor perdeu.
Ontem o programa Só Riso do Multishow contou com a participação de Jerry Lewis, claro que deve ser uma gravação antiga pois ele deve estar hoje com 77 anos e no programa aparentava menos.
Ao mesmo tempo em que reconhecia meu ídolo da infância, astro que imitava e admirava, absoluto gênio da comédia, assisti também a um espetáculo patético de um velho com os cabelos pintados de preto, muito inchado e com o rosto marcado pela vida. Eu conhecia muito bem o número que ele apresentou. Um clássico! A máquina de escrever invisível, onde ele tecla o ar seguindo uma música feita com sons de datilografia.
Foi constrangedor, percebia-se claramente que aquilo não tinha mais graça para ele, assim como a vida e a comédia. Que ele viveu os últimos 30, 40 anos repetindo os mesmos gestos, fazendo os mesmos truques, as mesmas caras, sendo uma sombra do seu antigo brilho.
Não foi uma surpresa, pois a graça de Jerry Lewis já havia acabado para mim, quando assisti O rei da comédia, um ótimo filme de Robert de Niro e o início da decadência de Lewis.
O humor precisa de mais exemplos como de Rogério Cardoso, que envelheceu com dignidade, com respeito por si próprio e pelo seu público. Que não permaneceu preso a um personagem ou ao passado, que aprendeu, se reciclou, recriou seu humor. E principalmente, viveu com alegria.
Obrigado pelos ótimos momentos que passamos juntos, Rogério. Fique com Deus.
Jules: It was a foot massage. A foot massage means nothin'. I give my mother a foot massage.
Vincent: It's layin' your hands in a familiar way on Marsellus' new wife. Is it as bad as eatin' her pussy out? No. But it's the same fuckin' ballpark.
Jules: Whoa, whoa, whoa... stop right there. Eatin' a bitch out and givin' a bitch a foot massage ain't even the same fuckin' thing.
Vincent: It's not... it's the same ballpark.
Jules: Ain't no fuckin' ballpark neither. Now look, maybe your method of massage differs from mine, but y'know, touching his wife's feet and stickin' your tounge in the holiest of holys ain't in the same fuckin' ballpark, it ain't the same lea gue, it ain't even the same fuckin' sport. Foot massages don't mean shit.
Vincent: Have you ever given a foot massage?
Jules: Don't be tellin' me about fuckin' foot massages. I'm the foot fuckin' masta.
Vincent: You given a lot of 'em?
Jules: Shit yeah... I got my technique down and everything. I don't be ticklin' or nothin'
Vincent: Would you give a guy a foot massage?
Jules: Fuck you.
Vincent:You give 'em alot?
Jules: Fuck you.
Vincent:You know, I'm kinda tired. I could use a foot massage myself.
Jules: Yo man, you just back off. I'm gettin' a little pissed here.
Assistir Pulp Fiction hoje, depois de Snatch, de Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes e de tantas coisas boas que foram feitas à partir da obra de Tarantino, é quase uma injustiça. Não assistir milhares de vezes e perceber a genialidade de seus diálogos é muito pior.
Conheci o trabalho dele no CineArt do Conjunto Nacional com o filme Cães de Aluguel e como muitos em jejum aguardo ansioso para ver Kill Bill.
Enquanto isso que tal uma foot massage?
Para você que está chegando aqui em casa pela primeira vez pela indicação do BloggerMan, e pretende ser mais um espectador dessa novela que é a nossa vida, aí vão algumas cenas dos capítulos anteriores:
Na medida do impossível tá dando pra se viver
na cidade de São Paulo o amor é imprevisível como você e eu e o céu...
Obrigado a todos que se preocuparam e que deram aquela força. Recebemos muitos e-mails carinhosos dos lugares mais distantes e até o BloggerMan se armou de arco, flecha e asinhas para nos mostrar o quanto vale a pena.
Três exatos anos passaram desde aquele domingo. Nove de julho, dia em que você me conheceu.
De lá pra cá eu me atrasei menos, entendi menos e sorri menos.
Conforme o tempo passou me esforcei em ser seu namorado, coisa que nunca tinha sido de verdade, de ninguém. Meu trabalho deixou de me dar prazer para ser um esforço e me dar dinheiro. Pela primeira vez me preocupei com aluguel, o da nossa casinha lá na Pompéia que era infestada de amor e repleta de baratas. Lembro do dia que matei mais de 30! Enquanto você como um marujo no mastro de um navio, apontava as direções.
Aquela casa onde você quebrou o vidro da porta ao arremessar uma sandália plataforma que não acertou minha cabeça. Que ficou vazia uma noite inteira porque dormimos em casas separadas mas que não fomos buscar nossas coisas pela manhã seguinte. Onde consertamos nossos cacos com muita cola feita de uma absurda solidão. Onde brigamos e amamos em proporções perfeitas.
Juntei moedas para um mínimo de conforto, como as prestações do quarto de hospital onde você me fez sentir suas dores de um parto lindo e em troca te dei todo o suor possível de ser pai de primeira viagem.
Esforcei-me em dar uma boa vida para essa família que criamos. Esforcei-me principalmente em pintar quadros de felicidade para flutuar nas nossas merdas diárias e distrair nossos olhos mareados.
Durante três anos eu perdi amigos, vi meus pais definitivamente voarem para longe, me aproximei fisicamente de minhas irmãs e assim mesmo aumentei distâncias.
Mudei com você de mala e cuia para uma casa maior, sem aluguel, sem iluminação, sem personalidade, sem amor e sem baratas.
Trabalhei de verdade pela primeira vez, como gente normal, com horário, salário e patrão.
Fui muito pouco ao cinema, li menos, comi mal.
Durante esses quase mil e cem dias eu te irritei tanto quanto fui irritado por você.
Te pedi em casamento uma centena de vezes e em uma delas você casou comigo, em um dos momentos mais estranhos da minha existência. Te culpo pouco e já me culpei mais.
Fui um pai ausente, um marido medíocre e um péssimo namorado.
Minha voz e minha presença te irritaram tanto que fomos obrigados a repensar a possibilidade de vivermos juntos por mais tempo.
Você sabe o quanto choramos esses dias de indefinição.
Por fim continuamos juntos, dormindo abraçados e tomando cuidado.
Não vamos nos separar, não agora.
Sabe por quê?
Três anos. Três motivos fodas:
1 - A gente se ama do jeito mais absurdo e maravilhoso.
2 - Formamos um casal lindo e muito legal.
3 - Apesar das inúmeras diferenças, temos muita coisa boa em comum.